quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Dia 29
DEUS PODERIA SER TÃO BOM ASSIM
?
E Deus respondeu: "Diante de você farei passar toda a minha bondade, c diante de você proclamarei o meu nome: o SENHOR".
ÊXODO 33:19, NVI

Até que ponto Deus realmente é bom — quero dizer, em ternura, bondade e prodigalidade? No último mês, pas¬samos muitos dias falando sobre a extraordinária bondade divina. Mas quero ajudá-lo a perceber hoje que para continuar buscando a vida maior que Deus está lhe dando, tem de ficar continuamente aberto para as surpresas — até mesmo assus¬tado — com sua generosidade superabundante. E não estou falando de algum tipo de bondade divina, generalizada para com o mundo. Estou falando de você!
Eu lecionava em uma faculdade cristã. Em uma segunda-feira, uma aluna do último ano foi a meu gabinete. Recebia sempre notas máximas, era líder da torcida, estimada e séria em sua caminhada com o Senhor. Mas confessou estar se sen¬tindo solitária e deprimida. Levou algum tempo para chegar ao ponto da ferida: sua vida social. Ela não tivera nenhum namorado desde o semestre anterior.
— Julie, você ora? — perguntei.
Por ser uma boa estudante da Bíblia, ficou admirada: — É claro que oro. Eu tenho de orar! Eu insisti:
— A respeito do que você ora?
Ela começou a enumerar sua lista — missionários, amigos, pessoas que ainda não eram salvas na família, enfermos.
— Mas você ora por si mesma? — perguntei.
— Claro, oro para que seja uma cristã mais forte e seja mais fiel em...
Eu a interrompi.
— Julie, você pediu a Deus um namorado?
— Oh! dr. Wilkinson! — ela disse, revirando os olhos. — Deus não arranja namorados!
— Um momento — eu disse. — Você já leu o Antigo Tes¬tamento. Ele enviou esposas, não enviou? Ele até providen¬ciou um segundo marido para Rute.
Julie ficou ali, perplexa. Um Deus que pudesse ser assim tão bom não parecia algo realista. Quando saiu do gabinete, havía¬mos feito um acordo. Oraríamos todos os dias para que Deus lhe desse um namorado, e que ele o fizesse na noite de sexta-feira.
Provavelmente eu parecia confiante quando Julie saiu naquele dia, mas, logo que se foi, telefonei ansioso para casa.
— Darlene, é melhor você começar a orar! — eu disse, e lhe contei sobre o acordo com Julie.
No dia seguinte, um estudante do último ano, alto, cha¬mado Ed, entrou em meu gabinete (você pode imaginar onde esta história vai parar!). Ed se sentia muito infeliz. Pedira uma garota em casamento, e recebera uma resposta negativa — definitiva, do tipo não vamos mais tocar no assunto. Ed achava que nunca mais seria feliz e pensava em sair da esco¬la. Pensei rapidamente sobre o que dizer.
— Ed, você precisa namorar outra pessoa logo. Na verda¬de, precisa convidar alguém para sair na próxima sexta-feira à noite.
Em um dos atos mais ousados de fé em minha vida, não mencionei Julie.
No começo o estudante rejeitado empacou. Quando saiu de meu gabinete, fiz também um acordo com ele. Ed tentaria encontrar uma namorada.
Durante o restante da semana Darlene e eu oramos. Julie orou. Ed afastou os pensamentos de seu desapontamento e pensou na noite de sexta-feira. E Deus operou.
Na manhã da segunda-feira seguinte, quando atravessava o câmpus, vi Julie correndo em minha direção. Seus pés mal tocavam o chão. A primeira coisa que quis me contar foi so¬bre seu maravilhoso encontro de sexta-feira à noite... com um rapaz chamado Ed.
— O senhor conhece o Ed, não conhece? — ela perguntou.
— Um pouquinho — respondi, controlando-me para não explodir em gargalhadas.
Quando ela acabou de contar com entusiasmo o fim de semana que tivera, perguntei:
— Julie, como você se sente a respeito de Deus?
Ela sossegou e então começou a sacudir a cabeça admirada.
— Sabe de uma coisa, eu sempre acreditei que Deus me ama, mas pela primeira vez senti que Deus realmente gosta de mim.
Você compreende que Deus é tão bom assim? ... Ele gosta de você! Ele quer atender a suas orações grandes, que trans¬formam o mundo, e ele deseja atender também a seus dese¬jos mais íntimos e pessoais.
O milagre de Jabez em sua vida começa pela súbita per¬cepção da espantosa bondade de Deus. E esse milagre se man¬tém crescendo em sua vida pela convicção diária de que você experimentou apenas o começo.

MEU DIÁRIO DE JABEZ: Tenho experimentado a extrema bondade de Deus nos últimos tempos? Tenho orado por ela?

Pois, tu, Senhor, és bom e compassivo; abundante em benignidade para com todos os que te invocam.
SALMO 86:5

Os únicos limites da oração são as promessas de Deus e a capacidade dele de cumprir essas promessas:
"Abre bem a tua boca, e ta encherei".
E. M. BOUNDS

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